COMO FICOU O MUNICÍPIO DE MAGÉ APÓS DERRAMAMENTO DE 60 MIL LITROS DE ÓLEO NA BAIA DE GUANABARA

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Ao menos 60 mil litros de óleo vazaram na Baía de Guanabara durante o fim de semana em decorrência de uma tentativa de furto ocorrida em um duto da Transpetro na Baixada Fluminense, no Estado do Rio de Janeiro, informou a empresa subsidiária da Petrobras.

Metade do óleo derramado foi recolhido pelas equipes de emergência da Transpetro acionadas logo após o incidente, segundo a empresa.

A tentativa de furto, de acordo com a Transpetro, ocorreu em um duto localizado no município de Magé, e um rio da região também foi atingido pelo vazamento.

A Petrobras e a Transpetro têm sido alvos frequentes de ações criminosas de furto de óleo e derivados em suas instalações.

Pescadores que trabalham na Baía de Guanabara publicaram imagens do vazamento nas redes sociais mostrando a camada de óleo que tomou conta de parte do local.

“Foi um vazamento de grandes proporções, com impacto em manguezais, e a mancha já está chegando à Ilha de Paquetá”, disse a jornalistas o analista ambiental Maurício Muniz, do Instituto Chico Mendes.

Em 2000, um vazamento de óleo na Baía de Guanabara provocado pelo rompimento de um duto da Refinaria Duque de Caxias (Reduc) derramou cerca de 1,3 milhão de litros de óleo no local e afetou fauna e flora da região.

Rafael Tubarão e o secretário municipal de Meio Ambiente (SMMA), Luciano da Cruz, acompanharam as ações no local, inclusive as medidas de contenção do óleo. “É muito triste a visão no local. A extensão vai desde o Rio Estrela e atingiu também o nosso Parque Natural Municipal Barão de Mauá e o manguezal. Ainda é cedo para apurar o tamanho dos danos, mas nossa equipe técnica está no local. Várias barreiras já foram instaladas no entorno da área atingida”, explicou o secretário.

Técnicos da SMMA e do INEA supervisionam as ações da Petrobras e todo o procedimento de prevenção. “Estamos adotando todas as medidas cabíveis para reparação dos danos ambientais ao nosso município. Sabemos também do impacto que esse derramamento também causa à comunidade dos pescadores e vamos lutar para que esses danos sejam reparados”, destacou Rafael Tubarão.

Segundo o biólogo Mário Moscatelli, o vazamento pode afetar fauna e flora e afetar a reprodução dos caranguejos já que estamos no período de reprodução da espécie. O biólogo sobrevoou a região na tarde deste domingo.

” O óleo penetrou na floresta e poderá causar a morte das árvores e da fauna associada a esse importante ecossistema protegido pela lei”, disse

 

 

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